'Tragédia em Parnaíba poderia ter sido muito maior', diz delegado

Polícia está investigando se as mortes no litoral foram premeditadas.Delegado: empresário tentou matar outra pessoa, mas munição havia acabado.


Após colher dois depoimentos, o delegado Arthur Barros Leal, que investiga o crime que terminou com três pessoas mortas na segunda-feira (24) na cidade de Parnaíba, Litoral do Piauí, afirmou o que caso por ter sido premeditado e que mais pessoas poderiam ter morrido. "Morais Brito convocou uma reunião com quatro pessoas do Porto das Barcas, mas apenas Matheus Portela apareceu. Ele foi morto por Morais, que tentou ainda atirar contra um gerente de uma loja, mas a arma estava sem munição. Se todos tivessem comparecido à reunião, a tragédia poderia ter sido muito maior", disse o degelado. 

Agente de Turismo, Morais Brito
(Foto: Ellyo Teixeira/G1)
Nessa segunda-feira (24), Edilson Morais Brito assassinou a esposa e o também o empresário Matheus Portela, tirando a própria vida em seguida. Ambos trabalhavam no ramo de turismo, principalmente com o aluguel de lanchas para passeio no Delta do rio Parnaíba.

Segundo o delegado Arthur Barros, um possível alvo do empresário Edilson Morais Brito seria o gerente de uma loja de artesanato. Em depoimento, essa pessoa relatou que também foi convidada para a reunião, mas quando estava a caminho do encontro, cruzou com Morais todo ensanguentado.

"A testemunha relatou que o empresário atirou contra ele, momento em que
Matheus Portela - Parnaíba (Foto: Rede Social)
Socorro Brito entrou no meio e recebeu os disparos. O gerente correu para seu local de trabalho e o Morais foi atrás, apontou a arma para a cabeça da testemunha, mas não havia mais munições”, disse.

A mulher de Morais morreu ainda no local, já Matheus Portela chegou a ser socorrido e morreu na mesa de cirurgia. O delegado relatou que por muito pouco a tragédia não ganhou proporção ainda maior. “Genilson, pai de Matheus, se atrasou e não pôde comparecer na suposta reunião e isso pode ter salvado sua vida”, afirmou o delegado.

Após cometer o crime, Edilson Morais correu para o banheiro de um restaurante onde teria recarregado a arma e tirado a própria vida. “Um policial tentou negociar, mas transtornado ele não falou nada e disparou contra a própria cabeça, morrendo na hora”, explicou o Arthur.

Socorro Brito, esposa de Morais, também morreu
(Foto: Reprodução)


A arma usada no crime foi encaminhada para o Instituto de Criminalística, em Teresina, para a realização da perícia. O delegado Arthur Barros afirmou que vai colher o depoimento de outras pessoas e que o inquérito deve ser concluído em 30 dias.






Contribuição: G1 

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