Chapadinha, descaso, secretarias sucateadas, ausência de informação; aponta relatório de transição



A equipe de transição da prefeita Belezinha tem sentido dificuldades no trabalho de levantamento das informações e dados sobre a gestão atual de Chapadinha. Nos bastidores, o que tem se falado é do total descaso e desorganização nos órgãos, o que está dificultando o acesso ao memorial das pastas.

Iniciadas na última segunda-feira (07), as vistorias nas secretarias para a realização da transição de governo, apenas um dos setores realizou a entrega de parte dos documentos solicitados por meio de ofícios, encaminhados com antecedência pela futura gestora.

No dia 18 de novembro foi entregue e protocolado ofício solicitando a transição de governo que, inclusive foi respondido apenas no prazo final dado pelo Ministério Público, sendo recebido já com atraso. Mesmo com prazo ultrapassado, ainda foi pedido 7 dias para a primeira reunião entre as equipes técnicas, reunião essa que aconteceu na Prefeitura Municipal sob o comando da secretária de Assistência Social, Danúbia Carneiro.

Ficou acertado entre a prefeita eleita Belezinha, os coordenadores das equipes de transição e a secretária Danúbia que a transição iniciaria ainda naquele dia, no início da tarde. E, apesar de os representantes dos setores do atual governo recepcionarem as equipes para as devidas vistorias, até agora nada foi entregue de fato, além de pedidos de prazos. Seria uma tentativa de impossibilitar o trabalho e esconder possíveis ilicitudes cometidas na gestão?

O Ministério Público e a Justiça Eleitoral devem acompanhar e acionar o prefeito Magno Bacelar, tendo em vista a lei de transparência que prevê a disponibilização para qualquer cidadão, de todos os contratos, recursos recebidos, obras, ações e demandas efetuadas.

Dentre tantas falhas já constatadas: prédios com estruturas desgastadas, falta de medicamentos, de mobília, material de escritório, falta de pessoal para atendimento, enfim; existe uma grande incógnita sobre veículos e máquinas que, simplesmente desapareceram e nenhum dos representantes responsáveis por esses bens sabem dizer onde estão ou omitem essa informação.